Como fazer com que o big data trabalhe para o negócio

Organizações que implementam com êxito as estratégias necessárias para enfrentar o crescimento explosivo de dados conseguirão mudar seus negócios e alinhá-los com a economia digital

O IDC prevê que até 2020 serão criados cerca de 1,7 megabytes de novas informações a cada segundo para cada ser humano no planeta. Do varejo à saúde, do turismo ao setor automotivo, isso significa que as indústrias não têm escolha, senão adotar os serviços digitais o quanto antes.

Como os consumidores esperam receber informações cada vez mais rápido em seus dispositivos eletrônicos, a pressão para que as organizações acompanhem este ritmo aumenta da mesma forma. Para atender a essa demanda, as empresas tradicionais devem implementar novas tecnologias e processos que ajudem a dinamizar suas operações, reorganizar as forças de trabalho e impulsionar novas receitas para ajudá-las a aumentar os resultados financeiros.

Organizações que implementam com êxito as estratégias necessárias para enfrentar o crescimento explosivo de dados conseguirão mudar seus negócios e alinhá-los com a economia digital, sentindo rapidamente os benefícios.

Como o conselho de diretores pode se preparar da melhor forma possível para essas mudanças?

O “negócio digital” não se trata apenas de substituir o antigo pelo novo. A questão aqui é aproveitar a tecnologia para melhorar todos os aspectos de uma organização, remodelá-la e redefini-la a partir do zero. Isso não quer dizer que empresas de diversos setores já não estejam experimentando os benefícios da transformação digital mesmo antes de redefinir seus negócios como tal.

A computação em nuvem está tornando a propriedade dos sistemas empresariais mais simples e econômica, por exemplo, enquanto a mobilidade e BYOD (traga seu próprio dispositivo) estão capacitando a força de trabalho, proporcionando-lhes maior flexibilidade em como e onde trabalham.

Embora essas iniciativas permitam às empresas tornarem-se mais ágeis, elas também trazem um novo conjunto de desafios, como a necessidade de um foco renovado na integração e coordenação de equipes, processos e sistemas que abrangem toda a gama de disciplinas de gestão de TI.

Para um CIO, por exemplo, essas iniciativas de transformação digital representam mais tecnologia para gerenciar, formas mais diversas de usá-la e mais complexidade no modo como elas são implantadas. Este é um território inexplorado para muitos CIOs e oferece oportunidades ilimitadas de inovação. Inclusive, fez com que muitas empresas criassem um novo cargo no C-level focado exclusivamente em novas tecnologias e estratégias digitais: o chief digital officer (CDO).

Por essa razão, é importante que os líderes reconheçam que, para preparar suas empresas para a mudança rumo ao universo digital, elas também devem agir. Os CIOs devem ter uma visão clara do negócio e entender a tecnologia como uma forma de gerar receita e expandir o negócio, ao invés de apenas tratá-la como um centro de custo.

Entretanto, os CMOs precisam obter acesso em tempo real à análise de negócios e descobrir tendências em uma velocidade ainda maior. Ao mesmo tempo, os diretores de tecnologia (CTOs) e CDOs devem planejar a entrega de uma estratégia de tecnologia digital centrada no cliente, ajudando-o a inovar de forma aberta, colaborativa e móvel.

Essas oportunidades e estratégias são um trampolim para a liderança de qualquer negócio que está prestes a iniciar uma transformação digital ou que já se encontra no meio dela. Quando os líderes de negócios conseguem se libertar de sua “zona de conforto” na TI, eles podem agregar valor considerável liderando a inovação em toda a companhia.

Como o big data beneficia o consumidor final?

Os consumidores de hoje estão adotando comportamentos novos, indo de plataformas digitais a lojas físicas. Como resultado, há uma quantidade crescente de dados disponíveis sobre demografia, hábitos de consumo, preferências e atividade que, quando analisados ​​em um nível macro e individual leva a insights significativos. Isso ajuda as empresas a entender seus consumidores, impulsionar o engajamento e manter as vendas.

A tendência está claramente impactando todos os níveis de negócios hoje em dia e, consequentemente, ajudando as empresas a atender as demandas dos clientes. Na verdade, um relatório recente da McKinsey afirma que as empresas que fazem uso extensivo de análise de clientes percebem uma melhoria no lucro de 126% sobre os concorrentes.

Graças ao big data, empresas como o Spotify podem agora utilizar dados de seus usuários para personalizar as interações, desde anúncios até a criação de recomendações personalizadas em sua lista de reprodução semanal. Analisando as preferências dos ouvintes em nível mais abrangente, o Spotify é capaz de identificar tendências e ajudar as pessoas a encontrar novas músicas que realmente irão gostar.

Como o big data está mudando a maneira como nós conduzimos nosso negócio?

A maioria das empresas já foram impactadas pela tecnologia. A Red Roof Inn, por exemplo, provou o valor da informação em tempo real para o seu negócio. A rede de hotéis faz uso de dados sobre condições meteorológicas e estatísticas de cancelamento de voos visando atingir usuários de dispositivos móveis que foram afetados pelo cancelamento de seus voos por causa do mau tempo. Desde o lançamento dessa estratégia, a empresa tem percebido um aumento de 10% na receita na área onde foi implantada.

Apesar de haver inúmeras maneiras em que os processos existentes possam ser afetados ao incorporar grandes volumes de dados nas operações de uma organização, simplesmente estender uma abordagem tradicional de inteligência de negócios (BI) pode deixar de produzir os insights que o big data promete. Alguns aspectos da análise de dados, arquitetura e governança podem exigir uma abordagem completamente diferente.

Portanto, é importante considerar e implementar novas tecnologias e processos de forma contínua. Além disso, embora as tecnologias que simplificam as operações e a mão-de-obra ajudem a fazer o melhor uso do big data para impulsionar novas receitas e aumentar a linha de fundo das empresas, isso por si só não é suficiente. Igualmente importante é uma mudança de mentalidade em toda a diretoria, rompendo com a tradicional “zona de conforto” na TI.

Juntas, decisões estratégicas de tecnologia digital e a mentalidade correta podem ajudar a alinhar os objetivos de negócios com a economia digital, ajudando qualquer organização em qualquer indústria a acompanhar as demandas em um mercado que evolui constantemente.

Artigo original do site ComputerWorld

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